sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Enem 2010: Inep divulga gabarito oficial das provas





(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou os gabaritos dos dois dias do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 nesta sexta-feira (12).

GABARITOS OFICIAIS DO PRIMEIRO DIA

GABARITOS OFICIAIS DO SEGUNDO DIA


Prevista para o dia 9 de novembro, a liberação do gabarito foi proibida pela Justiça. Na manhã desta sexta, o TRF da 5ª Região cassou a liminar que suspendia o Enem 2010.

1º dia do Enem 2010

A primeira etapa do Enem, realizada em 6 de novembro, teve grau de dificuldade de médio para fácil. Mas a extensão da prova – 90 questões distribuídas em duas áreas de conhecimento e cinco disciplinas (ciências humanas – geografia e história; ciências da natureza – biologia, química e física) – tornou a tarefa exigente. Essa foi a  avaliação dos professores de cursinho ouvidos pelo UOL.
“Em geral, as provas foram diversificadas e abrangentes nas temáticas de cada disciplina, exceto a prova de biologia em que predominou ecologia”, disse o coordenador do curso e colégio Etapa, Edmilson Motta.

Entre os estudantes ouvidos pela reportagem, as opiniões foram diversas. Em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, os inscritos consideraram a prova fácil, mas extensa. Já os estudantes de Salvador, a prova estava difícil.

2º dia do Enem 2010

A prova do domingo do Enem 2010 foi bastante parecida com a do ano passado. "O exame trouxe pouco avanço na busca pela convergência de conteúdos com a compreensão de textos e raciocínio – proposta adotada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) desde o ano passado”, afirmou o coordenador do curso e colégio Etapa, Edmilson Motta.
“Os textos ficaram mais enxutos, como o ministro (da Educação, Fernando Haddad) havia pedido, mas não tanto quanto deveriam”, avalia. Considerando a prova como um todo, as questões foram fáceis. “Mas o conjunto a torna pesada e exigente”, disse Motta.

O teste de língua estrangeira (inglês ou espanhol), introduzido neste ano, não apresentou dificuldade para candidatos que fizeram a prova em São Paulo. “Achei a parte de inglês fácil porque não exigia tanta tradução dos textos”, diz Amaina Vieira Barreto, 20. Ela afirma que gostou de uma questão que trazia uma letra de música, por achar o tema “bem atual”.

No domingo, foram aplicadas as provas de matemática, linguagens e códigos e redação. Sábado foi dia de ciências da natureza e ciências humanas.

Batalha judicial

O Enem 2010 foi marcado por disputa judicial. A Justiça suspendeu o Enem 2010. No dia 8 de novembro, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, acatou argumento do MPF (Ministério Público Federal) e determinou a imediata suspensão do Enem 2010 em todo o Brasil. A Justiça entendeu que o erro de impressão das provas levou prejuízo aos candidatos.
Estudantes identificaram problemas nos cadernos de provas e nos gabaritos do Enem, que foi aplicado nos dias 6 e 7 de novembro. Nos cadernos amarelos, havia questões repetidas e faltantes. Já nas folhas de resposta, os cabeçalhos dos testes de ciências da natureza e ciências humanas vieram trocados.
Depois da suspensão em 1ª instância, o MEC e o Inep questionaram a amplitude da decisão, ao que a juíza esclareceu que todo o processo deveria ficar suspenso. Isso incluía a divulgação do gabarito no final da terça-feira e a abertura de sistema de reclamação sobre o preenchimento dos gabaritos, previsto para a quarta (10).
Mesmo com essa decisão, o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, pediu a anulação do Enem. "A prova tem que ser nula, independentemente de qualquer coisa", afirmou o procurador, que defende uma apuração criteriosa das responsabilidades pelas falhas.
No dia 11 de novembro a AGU protocolou o recurso contra a suspensão do Enem. Nesta sexta-feira (12), o TRF da 5ª Região cassou a liminar que suspendia o Enem. A decisão foi tomada pelo desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, presidente do TRF da 5ª Região, sediado na capital pernambucana.
MEC e AGU ainda vão definir quem serão os inscritos com direito a refazer a prova.

Enem 2010 TRF suspende decisão da Justiça Federal do Ceará e dá continuidade ao exame

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, acolheu recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, e sustou, na manhã desta sexta-feira, 12, liminar que impedia o instituto de dar prosseguimento ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. A interrupção do exame fora determinada pela juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara do Ceará.
Gurgel de Faria atendeu o pedido formulado pelo Inep, responsável pelo Enem, na suspensão de antecipação de tutela nº 4208-CE. O magistrado ressaltou que a suspensão de um exame que envolve mais de três milhões de estudantes traria grandes transtornos aos organizadores e candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de educação superior que pretendem usar as notas do exame em seus processo seletivos. Portanto, havia risco de grave lesão à ordem administrativa.
O desembargador destacou, ainda, a possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário — aproximadamente R$ 180 milhões —, decorrente da contratação da logística necessária à realização de novo exame. Segundo ele, a decisão da juíza Karla Maia, baseada “em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a dois mil estudantes”, prejudicaria todos os demais, o que afrontaria o princípio da proporcionalidade.
Assessoria de Comunicação Social, com informações da Assessoria de Imprensa do TRF da 5ª Região


http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/enem/news10_30.htm

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Haddad pede desculpas a estudantes por problemas no Enem, diz UNE

O ministro da Educação, Fernando Haddad, se reuniu nesta quinta-feira (11) com representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes de Secundaristas (UBES) para conversar sobre os problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo Augusto Chagas, presidente da UNE, o ministro pediu desculpas aos estudantes pelos problemas com o exame, e se comprometeu a fazer uma retratação pública. A assessoria de imprensa do ministério afirmou que Haddad não iria se manifestar sobre o encontro desta tarde, mas confirmou que o ministro pediu desculpa aos estudantes.
As desculpas também teriam sido referentes a um comentário publicado no microblog da assessoria de comunicação do MEC durante a prova, que dizia: Alunos q já 'dançaram' no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los." O comentário se referia a estudantes que publicaram comentários e imagens direto da sala onde a prova estava sendo realizada.
"O MEC fez uma declaração infeliz, e a UNE e a UBES não aceitam qualquer tom de intimidação aos estudantes. O ministério não pode se tratar como órgão de polícia. O ministro pediu desculpas pela declaração no Twitter e se comprometeu a uma retratação pública para dizer que aquela não é a posição do MEC", afirmou Augusto Chagas, presidente da UNE.
O exame foi aplicado no último fim de semana a 3,3 milhões de estudantes. No sábado (6), participantes reclamaram de erros na impressão da folha de respostas e da prova amarela.
As entidades disponibilizaram desde o início da semana canais para que os estudantes que fizeram o Enem possam registrar reclamações a respeito das falhas. "Já tivemos em torno de 1.100 contatos, dos quais uma parte significativa foi de estudantes pedindo que o exame não seja anulado", disse o presidente da UBES, Yann Evanovick.
Um levantamento prévio apontou que 93% dos que reclamaram são a favor da aplicação de uma nova prova opcional para aqueles que se sentiram lesados.
Durante a semana, as duas entidades estudantis emitiram nota conjunta se posicionando contra a anulação do Enem mas exigindo o direito dos prejudicados a uma nova prova. Uma das reivindicações do texto era justamente a marcação de uma audiência do ministro Fernando Haddad com representantes da UNE, da UBES e do grupo de estudantes prejudicados.
A assessoria do Ministério da Educação (MEC) informou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem trabalhado com a possibilidade de realizar a prova de reposição aos prejudicados no final de semana dos dias 4 e 5 de dezembro, mas a data ainda não está definida oficialmente. O ministério espera acabar de contabilizar o número de estudantes prejudicados até o final da próxima semana.
As entidades exigiram do ministro que fiquem claros quais os critérios para avaliar se um estudante vai poder ou não refazer a prova. "Até que esses critérios estejam determinados, prosseguiremos defendendo que seja realizado um novo Enem em 2010, e que ele seja opcional a todos os estudantes que se sentiram prejudicados", declarou o presidente da UNE.
Chagas disse que novos encontros com Haddad serão realizados. "O ministro garantiu que nós vamos voltar a nos reunir na próxima semana e que o MEC vai ouvir os estudantes no debate para estabelecer esses critérios", disse.
Os representantes estudantis disseram que também conversaram com o ministro a respeito de mudanças para o Exame Nacional do Ensino Médio a partir dos próximos anos, como a avaliação seriada ao longo do Ensino Médio em vez de uma única prova, e defenderam a criação de uma gráfica para o MEC. "Foram mais de 3 milhões de estudantes fazendo a prova, o ministério não pode ficar refém de uma ou duas gráficas que têm essa capacidade para a impressão do Enem", disse Evanovick.
Enem aos presidiários
Nos dias 6 e 7 de dezembro o MEC vai aplicar o Enem para estudantes presidiários. A prova será feita em cerca de 700 presídios por 15 mil estudantes. Segundo a assessoria do ministério, o fato de se aceitar a aplicação do exame para presidiários, como já ocorreu em 2009, reforça a validade da estratégia do MEC de reaplicar o Enem apenas aos estudantes prejudicados pelos erros na prova amarela.
Um cálculo prévio do MEC levantou que o número de estudantes prejudicados no Enem 2010 é de pouco menos de 2.000. A prova nos presídios é feita semanas depois da aplicada nos colégios, em uma versão composta por questões diferentes. Segundo o ministério, sua validade não foi questionada em 2009.

FONTE:g1.com.br




Augusto Chagas, presidente da União Nacional
dos Estudantes (UNE), após reunião com ministro
da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta (11).
(Foto: Fábio Tito/G1)

MEC estima que levantamento de alunos prejudicados no Enem esteja pronto na próxima semana

O MEC (Ministério da Educação) informou nesta quinta-feira (11) que trabalha com a previsão que o levantamento do número de estudantes prejudicados pelas falhas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) seja concluído na próxima semana.

Em audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, os representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) defenderam  na tarde desta quinta-feira (11) que o MEC (Ministério da Educação) aplique uma segunda edição opcional do Enem, sem anular as provas aplicadas no último fim de semana. Com isso, na avaliação da entidade, não haveria prejuízo aos estudantes em função dos erros que ocorreram durante a avaliação.

O MEC, no entanto, cogita apenas reaplicar o Enem aos inscritos afetados pela falta de parte (ou repetição de questões) no caderno de provas amarelo, o que na primeira estimativa preliminar seria de cerca de dois mil alunos.

Segundo o presidente da UNE, Augusto Chagas, eles devem se reunir novamente na próxima semana com o ministro, que também se comprometeu a esclarecer aos estudantes quais critérios serão utilizados para definir “quais estudantes foram prejudicados no exame”.

Pedido de desculpas
“O ministro pediu desculpas e disse que fará um pedido formal de desculpa aos estudantes”, disse o presidente da Ubes, Yann Evanovick sobre o fato do ministério ter dito via Twitter que os alunos que estavam “dançando” na rede social poderiam ser processados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), por causar alvoroço na rede social.

Os representantes das entidades estudantis defendem ainda que o MEC tenha uma gráfica própria para não depender de empresas privadas para impressão de provas como Enem.

“O ministério acha que é possível construir uma saída até que estejamos convencidos de que não precisaria fazer uma segunda prova”, disse Chagas.

Central de reclamações
A UNE criou uma central para receber reclamações de participantes do exame via e-mail e também por meio de ligações telefônicas. As queixas dos estudantes podem ser feitas pelo email: enem2010@une.org.br  ou pelo telefone (0xx11) 2771-0792, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

MEC quer aplicar nova prova do Enem nos dias 4 e 5 de dezembro

O Ministério da Educação pretende realizar a nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos dias 4 e 5 de dezembro, para os alunos que receberam a prova com erro de impressão e não conseguiram trocá-la de imediato.

O MEC ainda enfrenta uma batalha na Justiça para limitar o novo exame apenas para os estudantes que receberam a prova com erro de impressão. A Folha apurou que, até agora, o ministério localizou menos 1.000 estudantes nesta situação.

O Enem está suspenso desde a segunda-feira (8), por conta de uma decisão da Justiça Federal do Ceará. A AGU (Advocacia-Geral da União) já recorreu da decisão ao TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região).

Pensamento de Paulo Freire

''O bom professor é o que consegue enquanto fala,trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento.Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar.Seus alunos cansam,não dormem.Cansam porque acompanham as idas e vindas do seu pensamento,surpreendem suas pausas,suas dúvidas,suas incertezas.''

(Paulo Freire)

Computador e Educacão? Uma ótima combinação




A escola ao introduzir o computador como um meio de aprendizagem não deve deixar que este se torne um artigo de luxo, criando assim adultos egoístas e anti-sociais. Ela deve buscar neste, um meio de desenvolver cidadãos mais críticos, sociais e independentes, repensando assim o seu papel frente a novas tecnologias.
Entender o binômio "Computador e Educação", é ter em vista o fato de que o computador se tornou um instrumento, um ferramenta para aprendizagem, desenvolvendo habilidades intelectuais e cognitivas, levando o indivíduo ao desabrochar das suas potencialidades, de sua criatividade, de sua inventividade. O produto final desse processo é a formação de indivíduos autônomos, que aprendem por si mesmo, porque aprenderam a aprender, através da busca, da investigação, da descoberta e da invenção.
Por isso a informática na escola é fundamental, tanto para alunos quanto para professores. Essa nova tecnologia tornou-se um importante meio de estudo e pesquisa. Os alunos do ensino fundamental e do ensino médio, ao utilizarem o computador entram em um ambiente multidisciplinar e interdisciplinar, ou seja, ao invés de apenas receberem informações, os alunos também constroem conhecimentos, formando assim um processo onde o professor educa o aluno e ao educar é, transformado através do diálogo com os alunos. Cada geração inventa, cria, inova e a educação tem seu processo também de criação, invenção e inovação, principalmente no campo do conhecimento. E preciso evoluir para se progredir, e aplicação da informática desenvolve os assuntos com metodologia alternativa, o que muitas vezes auxilia o processo de aprendizagem. O papel então dos professores não é apenas o de transmitir informações, é o de faci1itador, mediador da construção do conhecimento. Então, o computador passa a ser o "aliado" do professor na aprendizagem, propiciando transformações no ambiente de aprender e questionando as formas de ensinar.
A informática então, a serviço de um projeto educacional, propicia condições aos alunos de trabalharem a partir de temas, projetos ou atividades extracurriculares. O computador é apenas e tão somente um meio onde desenvolvemos inteligência, flexibilidade, criatividade e inteligências mais críticas.
Se a educação se esgotar no processo de transmissão dos conhecimentos e dos valores criados por gerações passadas sem a elaboração de conhecimentos novos, sem questionamento de valores, sem inventividade e inovação, não teremos evolução cultural, social, tecnológica e educacional. Deixará de haver progresso e estaremos estagnando ou retrocedendo.
Portanto, a informática quando adotada nas escolas deve se integrar ao ambiente e à realidade dos alunos, não só como ferramenta, mas como recurso interdisciplinar, constituindo-se também em alguma coisa a mais com que o professor possa contar para bem realizar o seu trabalho, desenvolvendo com os alunos atividades, projetos e questionamento.
Como toda tecnologia, a introdução dos computadores na educação apresenta aspectos positivos e negativos. Para que uma instituição escolar introduza a informática, é preciso ter em primeiro lugar um plano pedagógico, onde serão discutidos os objetivos de sua utilização como ferramenta educativa e a escolha do software educativo que possa ser usado para ajudar a atingir mais fácil e eficientemente os objetivos educacionais, não deixando portanto, que o computador se torne um brinquedo.
A escola precisa de professores capacitados e disponibilizados a encarar esse novo ícone que é a informática educativa sem medo de que algum dia seja substituído por computadores. É preciso então que haja uma integração entre o meio escolar e o corpo docente, desenvolvendo assim a sociabilidade dos alunos e a familiaridade dos professores com o mundo da tecnologia. Porém, a introdução de computadores nas escolas é, nem virá a ser, uma solução para os problemas que afligem a educação. O computador não é um "bicho de sete-cabeças" e não salvará o ensino. Ele pode educar, mas também deseducar dependendo da maneira como será utilizado. Ele não substitui a inteligência e a criatividade que são inerentes ao ser humanos, apenas às desenvolve.