quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Temas polêmicos








1.    Cuidado com os modismos!
Volta e meia surgem termos e expressões que caem no gosto popular, e o brasileiro sai usando como se fosse alguma coisa “superior”, como se estivesse falando melhor e mais bonito.
O mais incrível é que muitos desses modismos nascem entre pessoas consideradas intelectualmente cultas.
Fora o famoso A NÍVEL DE, que julgo estar morto mas ainda não devidamente enterrado, há outros que sobrevivem garbosamente.
Entre executivos, empresários, consultores e outras categorias profissionais, é frequente ouvirmos “coisas” do tipo: “nicho de mercado”, “agregar valor”, “alavancar negócios”, “problemas pontuais” e assim por diante.
Nada errado, o que incomoda é a repetição, é o uso excessivo. Isso é pobreza de estilo.
É interessante observarmos o mau uso do adjetivo PONTUAL, que vem do inglês e significa “específico, restrito”. Em português, é bom lembrar, PONTUAL é “quem chega na hora marcada, quem cumpre o horário estabelecido”. Portanto, essa história de “problemas pontuais” pode causar confusão. É bobagem. É a mania de achar que falar bem é falar difícil.
Outro modismo que merece destaque é o verbo SINALIZAR. Esse invadiu gloriosamente a linguagem jornalística: “A decisão do governo sinaliza manutenção da política cambial”; “A alta do dólar sinaliza uma elevação dos preços em geral”; “Opção por Jorginho sinaliza que o Flamengo jogará defensivamente”…
É muita gente “fazendo sinal” por aí. Parece até guarda de trânsito desesperado. Por que não INDICAR ou APONTAR?
É bom trocar de vez em quando.
2.    Complicado é difícil
Hoje em dia, tudo que está difícil é complicado.
Se a solução é difícil, a solução está complicada. Se a situação não está nada boa, ela está complicada. Se o jogo é contra qualquer time argentino, será um jogo complicado. Se a polícia não consegue resolver o caso, é porque o caso é complicado.
Complicado virou moda. Tudo é complicado. É complicado até explicar por que o brasileiro gosta tanto da palavra.
Complicado, verdadeiramente, é o que não é simples. E difícil é o que não é fácil. Difícil e complicado não são necessariamente sinônimos.
O brasileiro em geral, pouco orgulhoso do seu idioma, costuma afirmar que a língua portuguesa é a mais difícil do mundo. É a nossa mania de grandeza: queremos ter o maior rio do mundo, o maior estádio de futebol do mundo, o rei do futebol. Então, por que não a língua mais difícil do mundo?
É tão “difícil” que qualquer criancinha brasileira, mesmo de classes sociais menos favorecidas, consegue falar, comunicar-se em língua portuguesa.
Linguisticamente não há línguas difíceis ou fáceis. Em geral, confundimos língua com gramática, falar com “falar corretamente”.
A língua portuguesa atende às nossas necessidades de comunicação como qualquer outra língua. “Complicado” é comparar a “dificuldade” da nossa gramática com a “simplicidade” da língua inglesa. O inglês não é mais fácil. Se você acha que a gramática da língua inglesa é mais simples, não significa que a língua portuguesa seja “a mais difícil do mundo”. Se isso fosse verdade, seria interessante comparar com o alemão, o russo, o chinês, o árabe, o hebraico…
Complicado, como dizem hoje, é ensinar o brasileiro a usar a chamada língua padrão. O primeiro problema é definir qual é a língua portuguesa padrão, o que é ou não aceitável. E o problema maior está no sistema de ensino brasileiro, mais especificamente no ensino da própria língua portuguesa. É aqui que entra a figura do professor. Além de educar e motivar, sua função é a de descomplicar, facilitar o aprendizado.
“Complicado” mesmo é exigir tudo isso de um profissional em geral malformado, certamente mal pago, sem maiores estímulos, sem condições de trabalho.
O Português não é difícil. “Complicada” está a educação no nosso país.
3.    Tem advérbio sobrando por aí
A linguagem esportiva é sempre muito rica em “invencionices” linguísticas. Com certa frequência, ouvimos pérolas como “o atacante estava LITERALMENTE impedido”. Ora, o advérbio LITERALMENTE, além de mal usado, é desnecessário.
LITERALMENTE significa “de modo literal”, vem do latim e quer dizer “com todas as letras”. Uma tradução literal é aquela que é feita com todas as letras, fiel ao texto original, sem fazer nenhuma alteração.
Assim sendo, usarmos LITERALMENTE com o sentido de “completamente, inteiramente” é bobagem.
É importante observarmos também que, se substituíssemos “literalmente impedido” por “completamente impedido”, seria outra besteira. Se ninguém pode ficar “parcialmente impedido”, dizer que “o atacante ficou COMPLETAMENTE impedido” é redundante, é desnecessário.
Outra expressão adverbial que vem sendo mal usada é o famoso COM CERTEZA. É comum ouvirmos jogador de futebol responder à pergunta do repórter: “Com certeza, se Deus ajudar e eu me recuperar, e se o técnico me der uma chance, no próximo domingo estarei em campo”. Ora, o nosso craque só tem dúvidas. De onde saiu o COM CERTEZA?
COM CERTEZA virou bengala, ou seja, aquela expressão que virou moda e muita gente usa antes de dizer qualquer coisa, mesmo quando não tem certeza.
É bom lembrar que COM CERTEZA e o advérbio CERTAMENTE existem e podem ser usados, desde que haja uma ideia afirmativa: “O diretor comparecerá à reunião COM CERTEZA” e “eu CERTAMENTE estarei de volta no próximo domingo”.

Pedido de desculpas!







Caros leitores do blog do Ginásio Comercial de Patu como estou a frente deste devo-lhes alguma explicação do porquê de tantos dias sem ser atualizado.E agoa poço-lhes perdão mais foi imprescindível os dias que não postei no blog, pelo motivo da minha estada em Mossoró(RN) nos dias 28,29 e 30 para restar o vestibular da UFRN e deste já agradeço a compreensão de todos,estamos de volta!
Abraços á todos!

OAB vai pedir ao MEC anulação do Enem 2010 por causa de vazamento de texto de apoio da redação

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) encaminhou ontem quarta-feira (1º) ao ministro da Educação, Fernando Haddad, um requerimento solicitando a anulação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. O pedido é motivado pelo vazamento, comprovado pela Polícia Federal, de um dos textos de apoio da redação antes da realização da prova.
Na terça (30), o presidente da Ordem, Ophir Cavalcante, se encontrou com o procurador Oscar Costa Filho, que já havia conseguido a suspensão do exame em uma decisão derrubada dias depois. O procurador entregou a Ophir o relatório da Polícia Federal sobre o vazamento. O MEC (Ministério da Educação) já disse que não vai cancelar a prova.
No dia 23, a PF anunciou o indiciamento de duas pessoas –entre elas, uma aplicadora do Enem– por terem tido acesso irregular às provas. Eles passaram a informação a um candidato, filho do casal, que consultou professores sobre o tema.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ao menos 30 sabiam tema de redação do Enem, diz professor

O professor Marcos Freire, do curso pré-vestibular Geo, de Petrolina (PE), disse que ao menos 30 alunos ouviram falar sobre o tema da redação antes do Enem. Alguns, inclusive, pesquisaram sobre o assunto na internet, afirmou.

Freire, que denunciou à imprensa o vazamento, defende que a investigação continue. 'O MEC [Ministério da Educação] deve averiguar até onde foi o vazamento, quantos realmente se beneficiaram e pensar no que fazer, já que o Enem está em descrédito na região', disse nesta quinta-feira (25) à Folha o professor.

O MEC informou que agiu de acordo com a investigação da PF em Juazeiro (BA) e, por isso, não pode comentar as declarações de Freire.

Apuração da Polícia Federal concluída na terça-feira apontou que Eduardo Ferreira Affonso Júnior, 21, foi informado sobre parte do tema da redação por seu pai e sua mãe, professora que trabalhou como aplicadora da prova em Remanso (BA).

Affonso Júnior falou sobre o assunto a três docentes do Geo, inclusive Freire, quase duas horas antes da prova.

O casal Marenilde e Eduardo Affonso, pais do aluno, foram indiciados pela PF sob suspeita de vazarem a prova. Por telefone, o pai disse à Folha que não daria entrevista porque sua vida 'já foi muito prejudicada pelo caso'.

Estudante de Remanso (BA) ofereceu gabarito do Enem antes da prova, diz professora

A professora Vera Lúcia Medeiros, do curso pré-vestibular Tema, de Petrolina (PE), afirmou que um estudante de Remanso (BA) ofereceu o gabarito da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para outros alunos antes do exame, realizado nos dias 6 e 7 de novembro.

"Quando saiu o gabarito oficial, ele mesmo tratou de falar a nota para os outros estudantes. Ele disse que acertou 172 das 180 questões. E ironizou: 'Vocês não quiseram o gabarito...'", disse.
A professora afirma que não denunciou o jovem à Polícia Federal porque seria "mais um na fogueira da Inquisição, enquanto o Ministério da Educação está intocável. O problema é generalizado".
É a segunda denúncia de vazamento da prova do Enem na mesma região. Na terça-feira (23), a Polícia Federal de Juazeiro (BA), município vizinho a Petrolina, indiciou um casal por suspeita de vazamento do tema da redação do exame.
Segundo a investigação da PF, os professores Eduardo Ferreira Affonso e Marenilde Brito Affonso confessaram que passaram o texto motivador da redação do Enem duas horas antes do exame para o filho deles.
Eles podem ter pena de até seis anos por violação de sigilo funcional.
O Ministério Público Federal no Ceará afirma que já solicitou à Polícia Federal em Juazeiro (BA), responsável pelas investigações sobre vazamentos na região, um relatório sobre o novo caso.
A Procuradoria afirma que vai anexar esse relatório à ação que pede a anulação do exame e que continua a tramitar na Justiça Federal no Ceará.
O pedido foi feito no dia 10 de novembro e está sendo analisado pela juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará.
A juíza Maia havia havia concedido a liminar que suspendeu o exame, em 8 de novembro. A decisão acabou sendo derrubada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria.
A Polícia Federal em Juazeiro e em Brasília foi procurada pela reportagem, que foi informada que não havia ninguém que pudesse comentar o caso.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vestibular da UFRN tem mais de 30 mil inscritos





Vestibulandos respondendo
questões nas provas do ano
passado.





 Mais de 32 mil candidatos se inscreveram no vestibular 2011 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), concorrendo às 6.139 vagas oferecidas.

Mais ricos têm o dobro de estudo que os mais pobres, aponta Ipea







Os 20% mais ricos da população brasileira possuem quase o dobro de anos de estudos dos 20% mais pobres. Enquanto os membros do primeiro grupo têm, em média, 10,7 anos de estudo, os do segundo possuem apenas 5,5 anos de estudo, aponta o relatório “Situação da educação brasileira - avanços e problemas”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na última semana.

O quadro se repete em quase todas as etapas do ensino. A creche, por exemplo, acolhe 34,9% das crianças de 0 a 3 anos do grupo dos mais ricos, contra 11,8% dos mais pobres. Entre as crianças de 4 a 6 anos mais ricas, 93,6% estão na pré-escola, contra 75,2% das mais pobres.

O ensino fundamental não apresenta grandes disparidades, tendo em vista as políticas de universalização iniciadas a partir da Constituição Federal de 1988. Isso não ocorre no ensino médio: entre os adolescentes de 15 a 17 anos do grupo dos mais ricos, 75,2% estão matriculados nessa etapa do ensino. Já no grupo dos mais pobres apenas 31,3% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão nessa etapa no ensino.
 
Porém, a universidade é a etapa mais distante dos mais pobres: enquanto 52,7% dos jovens mais ricos de 18 a 24 anos estão no ensino superior, apenas 7,9% dos mais pobres dessa faixa etária alcançaram essa etapa do ensino.

“A escolarização é muito homogênea no grupo dos 20% mais ricos. A renda é um diferencial no acesso”, afirma o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão. “Isso mostra que a escola pública tem que ser pensada para todos: para os que evadem, para os que repetem e para os que estão atrasados”.

O analfabetismo também reforça a diferença entre os dois grupos: enquanto apenas 2% dos mais ricos não sabem ler e escrever, o problema é verificado em 18,1% dos mais pobres, aponta o relatório, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2009.

“Um país homogêneo não deveria apresentar diferenças tão acentuadas”, observa Abrahão. “Os mais pobres possuem uma estrutura educacional familiar mais precária. Muitas vezes o pai e a mãe nunca foram à escola e como convencer alguém que não noção da estrutura escolar a manter seus filhos lá?”.

Campo e cidade

Os mais ricos no meio urbano têm, em média, 3,9 anos de estudo a mais que os mais ricos do meio rural. Já entre os mais pobres da cidade e do campo, a diferença é de 1,8 ano de estudo a mais para o primeiro grupo, aponta o relatório.

“Além de universalizar a escola é preciso pensar se ela é interessante e se os conteúdos fazem sentido no contexto em que são ensinados”, sugere Abrahão. “Também é preciso atentar para fatores não escolares, como a renda dos mais pobres e o período de entre safras no campo”. 

http://aprendiz.uol.com.br/content/tewosemeki.mmp